quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Carta de Despedida



[ Trilha Sonora sugerida: Slipknot- Snuff ]

Essa carta é para você, e sei que sabes disso.
Não é a primeira que te escrevo, mas por ser a primeira que você lê, saberás que é a última.
É para você saber que doei o melhor que tinha em mim, e a reciprocidade não veio.
É para você saber que, por mais incrível que possa parecer, eu não te odeio.
Mas também não te permito mais.
Não permito que tires minhas noites de sono, com saudades ou promessas.
Não permito mais que minha sanidade seja mexida, por conta de tuas teimosias.
Não acredito mais, que teus demônios sejam desculpas para me machucar.
Dei o mais puro amor que alguém pode oferecer, e, por mais que você o tenha aceito, jamais pode entender a pureza das respostas do meu coração.
Não irei mais criar desculpas pela sua falta de coragem.
Não acreditarei mais, que meu jeito de amar possa te ferir, quando na realidade tua falta de amor é que me machuca.
Eu não deveria ter acreditado nas mentiras de quem não sabe amar.
Eu não deveria ter permitido que você me perdesse.
Mas eu não sou responsável pelas tuas fraquezas.
O amor só serve para a felicidade, e quando se torna caos, deixa de ser amor. E acredito que hoje, somente nisso concordamos.
Eu não queria te querer bem, desejar teu bem. Mas sempre fui o seu melhor, e isso faz parte de mim.
Quando, eu me permitir pensar em você, sempre será com carinho, mas não mais terei esperanças. Não mais acreditarei nas ilusões de meu coração, pois na sua última partida, ficou claro que jamais caberei na sua vida. Sou boa demais para a mediocridade na qual você fez lar.
Desejo sorte a você, desejo que você consiga ver todas as escolhas que te são mostradas.
Desejo que ames, ames muito a ponto de te fazer movimentar. Pois sua inércia é sua maior inimiga.
Desejo que te tirem o fôlego, que te deixem com a respiração pesada. E que com um abraço isso passe. Afinal quem melhor do que eu para entender essa sensação?!
Desejo PAZ para sua alma revolta.
Desejo CALMA para teus dias de caos.
Desejo SORRISOS, você precisa tanto dar valor a quem te sorri. Espero que aprenda isso.
Por fim, desejo a você, alguém diferente de mim.
Adeus!

By Sweet Pepper

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

EU MORRI !!!



EU MORRI, quando mais uma vez me iludi com suas palavras doces.
 EU MORRI, quando permiti que você viesse [novamente] mexer no meu caos.
 EU MORRI, quando me entreguei a você.
 EU MORRI, quando permiti me desnudar para você.
 EU MORRI, quando vi sua fraqueza.
 EU MORRI, quando chorei e percebi que teus medos sempre foram maiores do que seu amor.
 EU MORRI, quando entendi que por mais que eu te ame, você não gosta de receber amor.
 EU MORRI, quando cai em mim e me vi triste.
 EU MORRI, quando acreditei em suas promessas.
 EU MORRI, quando me violentei para caber em você.
 EU MORRI, quando você se tornou pequeno.
 EU MORRI, e me conhecendo bem, morreria tudo novamente.
 Mas eu RENASCEREI, eu sou forte e fiel a mim.
 Então hoje, EU VIVO.
 Vivo a dádiva de ser eu, e saber que tenho amor em mim.
 Sei que sou melhor que você, por que me permito ser feliz.
 Hoje EU VIVO, por mais que te mate dentro de mim. ”

By Sweet Pepper

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Da série: Contos Eróticos


            
                       The Seduction of Whiskey



            “Ela estava sentada ali, sentido a textura daquele sofá de couro em suas coxas, o doce toque do fio de nylon da meia 7/8 em sua pele. Dedilhava seu corpo redesenhando a delicada renda da lingerie. A maciez do corpo, o perfume que exalava de seus poros a inebriavam enquanto mordiscava os lábios cheios de batom vermelho carmim.
           Olhava em volta e detalhava o ambiente, embriagada pela beleza e rusticidade do lugar. Aquele cheio, aquela meia luz, aqueles objetos fortes a deixavam com os desejos aflorados.
           Levantou e passeou pelo lugar, tocando cada móvel com a ponta dos dedos.
        Serviu um copo de whisky e soltou seus longos cabelos crespos, foi até o som e largou “Beth Hart - Caught Out In The Rain” , essa música sempre mexia com suas vontades e imaginação.
          Aquele lugar e aquela sensação a deixava tão excitada, que -mesmo sem perceber- seu corpo começou se embalar e a soltar os seus desejos.
        Sentia em seus lábios o peso daquele copo, enquanto o álcool lhe escorregava pela garganta. Seus anéis gelados lhe percorriam o corpo enquanto as pontas de seus dedos deslizavam na pele.
        Com os olhos fechados, absorva por seu calor, sentiu apenas a presença dele. Sentiu o perfume do seu homem, ouviu o sussurrar de sua respiração. Sabia como ele estava a observando.
          Permaneceu ali, dançando enquanto o whisky tiritava pelo seu corpo.
         Ele a observava, aquela silhueta, aquele corpo que tanto conhecia e desejava o deixava entorpecido. A queria daquele jeito, naquela hora, naquele lugar.
          Caminhou até ela, sentindo as tábuas do chão de carvalho tocar seus pés nus. Sua calça jeans -abotoada apenas por um dos botões- o deixava sexy e ele sabia o quanto ela gostava disso.
       Encostou seu peito nas costas daquela mulher que o enlouquecia, e afastando seus cachos delicadamente beijou seu pescoço e sentiu o corpo estremecer com o sutil gemido que ouviu daqueles lábios. Percorreu os ombros sedutores dela, sentindo aquele cheiro cítrico que vinha de seu corpo. Suas mãos deslizavam pelos braços até encontrar o copo de puro malte.
          Ela apenas seguia mergulhada naquela sensação, sentindo o toque da boca dele em sua pele. Sentia a textura do couro da pulseira que usava escorregando por sua carne. Teve momentos que o simples toque dos pêlos do braço dele a estremeciam.
       Beijando a orelha dela, retirou o copo de suas mãos, molhou sua boca com o whisky e foi até o som. Sabia que podia deixar ela ainda mais excitada e colocou “Joe Bonamassa with Beth Hart - I'll Take Care of You”.
           Admirou ela se contorcer ao ouvir as primeiras notas e foi caminhando lentamente até ela. Suavemente beijou seus lábios, ora lambendo-os, ora mordiscando-os. Segurava sua nuca e acarinhava sua orelha com o polegar, e podia sentir sua respiração ofegante em sua língua.
        Deslizou a ponta dos dedos pela coluna dela enquanto sugava aqueles lábios gosto de framboesa. Sua língua passeava pelo pescoço dela e percebia o suave arrepio chegando.
          A queria tanto que qualquer simples resposta que ela dava com o corpo o deixava em ponto de ebulição. Sentia muito prazer por ter aquela mulher tão entregue assim em suas mãos.
          Ela por sua vez, se regozijava com os toques sedutores que ele fazia. Aquele fervor, aquele tremor a deixavam tão bem que podia permanecer naquele jogo por muito tempo. Tanto que não percebeu a intenção dele quando sentiu sua mão retirar uma de suas meias. Apenas se deliciou quando os dentes dele passaram por suas coxas.
         E ele apreciou isso, gostou de retirar delicadamente aquela meia sedosa. Subiu deslizando os dedos em sua pele macia, parando apenas em seus lábios e enquanto a beijava, astutamente vendava os olhos dela com a meia.
         A virou e beijou suas costas, enquanto sua mão brincava com um dos seios até os mamilos se enrijecerem. Aquele som dos gemidos que ela soltava o faziam sorrir. Abriu sua calça enquanto deslizava a mão até sua bunda e colocando-a por cima do tecido da calcinha, podia sentir a umidade dela naquele momento, e isso o deixava louco. Colocando ela apoiada nos braços do sofá, pode sentir o tesão que vinha dela. Arrastou a calcinha e mergulhou seus dedos. Tentou prestar atenção em cada detalhe dela, mesmo que os gemidos que ela soltasse o fosse deixando envolto de excitação e desejo.
         Pode sentir a maciez de seus lábios, o mel que havia ali, todo o calor e o latejar do corpo dela em seus dedos. A dedilhava e a percorria com os dedos e sentia o tesão escorrendo. Penetrou seus dedos por dentro daquela mulher, e arrancava dela os melhores sons.
          Ela o sentia, ela mordia seus lábios latejando de prazer e não se contendo de urgências gemia enquanto sentia que ele a penetrava com seus dedos. Sentia cada rodopiar dos dedos em seu ventre e isso a excitava ainda mais.
        Ele precisava sentir ela, precisava degustar, provar do sabor que escorria em seus dedos. Foi beijando suas costas enquanto suas mãos arrancavam a calcinha do corpo estonteante daquela mulher e quando sentiu o agridoce do seu sabor tocar sua língua, fechou os olhos em um momento de total plenitude. Aquele gosto o saciava, o seduzia. O calor dela, a maciez, seu perfume, tudo nela o enlouquecia.
           E ela podia sentir a paixão dele, sentia a textura da língua dele percorrendo cada gota de tesão que ela tinha. Ele a sugava, a devorava, a aquecia e arrancava dela excitação, prazer e gemidos.
           Quanto mais ele a degustava, mais ainda ela o desejava, mais ainda ansiava por ter ele dentro dela, por sentir seu corpo conectar-se ao seu.
           E ele ouvindo seus pensamentos a colocou de joelhos no sofá, puxou os cabelos dela a trazendo-a para perto de si, ouvindo dela a suplica para que a devorasse urgentemente. E assim o fez.
           Ele penetrou naquele corpo sexy e sentia em suas veias o latejar de cada excitação que ela emanava. Cada vez que a cobria por completo podia ouvir o tesão na voz dela. Podia sentir seu suor escorrendo pela coluna.
           Ela o desejava, queria e demonstrava isso com o calor do seu corpo. Precisava dele, precisava do corpo dele.
           Ele a tirou dali, sentou-se no sofá (já exalando o cheiro do tesão dos corpos nus) e a pos sentada em suas coxas. Pode a ver morder seus próprios lábios sedenta de loucura e paixão. E sorriu quando mais uma vez invadiu o corpo dela. A puxando para si lambeu seus seios enrijecidos de prazer. E a fez gemer, cada vez mais alto modificando até mesmo sua respiração.
          Ela estava em total entrega, sentindo cada invasão dele dentro de si e começou a movimentar seu corpo, em uma dança sedutora que ia o deixando enlouquecido de prazer. Seus poros exalavam paixão e suor, sua boca estava seca, suas unhas arranhavam o peito dele e a cada puxão que ele dava em seus cabelos sentia latejar seu ventre.
            Ele estava enlouquecido com o rebolar do corpo dela sob o seu, dos gemidos de prazer. A visão do rosto dela cheio de tesão o fazia sorrir, e cada vez que ele a penetrava mais forte e mais fundo podia sentir que aqueles lábios se enchiam de saliva.
           E foi durante essa dança, com a mistura de música, gemidos e o cheiro do malte caído no chão, naquele sofá de couro marrom no canto da sala, que aqueles corpos se amaram e se entregaram.
           Foi com os pequenos feixes de luz iluminando o rosto que ele viu o gozo dela, mas foi com o corpo em explosão que a sentiu chegar ao êxtase. E aquela visão o enalteceu, o embriagou e o seduziu ainda mais.
         Ela esta ali, seminua no colo daquele homem que a deixava cheia de paixão. Sentiu o calor dele e o sutil urro de prazer quando ele atingiu o clímax. Ela pode sentir o latejar do corpo dele dentro do seu e sorriu de leve ao perceber os pequenos espasmos que havia causado. E se deixou ali, saciada naquele sofá enquanto seu corpo acalmava-se aos poucos.”

By Sweet Pepper